[...] Tudo está ligado, tudo explica tudo. Eu falava sobre o tempo, que determina tudo. O tempo das estações, o tempo das sementeiras, o tempo do nascer do capim tenrinho, o tempo do acasalamento das espécies, o tempo de morrer. Também o amor tem o seu tempo. Só que o homem moderno perdeu essa noção dos ritmos, pensa que os pode modificar impunemente. Pepetela
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
NAMOREI O DESTINO...
Dedicado à minha amiga Lucilaine Novaes
Amo sem medo a vida...
Mas há pessoas que não sabem o que é o amor
Como que um ser não saiba o essencial para viver a vida?
A vida é assim mesmo.
Foi o que adveio.
Sem empenho, fui ficando para o passado.
Minhas sabedorias pairando no mundo.
Do nada, o silêncio como resposta.
Completa confinando cada um para o seu destino.
Quando somos adolescentes,
Moços e moças.
Os machucados se concluem instantaneamente.
As lembranças são sutis.
Nenhuma pessoa dá muito valor a nada,
Porque as coisas mudam muito velozmente.
Procuramos as dores mais leves
Para distrairmos das mais densas.
Mas certas lembranças não terminam jamais.
Elas regressam com outras designações,
Em outros ambientes, mas volvem.
Mesmo que aprendemos a não ter medo dos cômodos sentimentos.
Até o dia em que você, tudo e todos tenham a audácia de olhar para o Amor e viver: o sim.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
VIDA
Queria me drogar o bastante para esquecer o que passou
Sinto-me como algo podre, que o tempo apagou
As manhãs estão me desanimando e as sombras dominando
Os dias que passam são rápidos, porém doloridos
Queria me olhar com outros olhos, mas não sai nem um
sorriso.
Se nessa sobrevivi, é porque deveria estar aqui
Dei um role espiritual e ainda me sinto mal
A vida com mistérios, não explica o que quero saber
Nem sei se ainda quero saber, me perco
Quero ir bem longe, onde ninguém me veja.
O livro de minha vida, rasgou, mas que assim seja
Jesus aumenta a paz e você não sabe o que faz
Está tudo escrito e ainda temo, me sinto perdido
Não sou de nada, mas sou de sonhos
Posso ter o que quero se desejar profundo.
O medo, quase acabou com minha vida
Ninguém merece se autodestruir, e essa era minha sina
Escrevo tudo o que vêm de dentro, sonhos, paixões,
ilusões, tormento
A realidade me fere de mês a mês
Caindo na ilusão, engando em mentiras, eu tento outra
vez.
- Participou do XV Concurso Nacional de Poesias edição “Alvares de Azevedo” e publicou seu poema “Vida” no livro Panorama da Literatura Brasileira Contemporânea – Volume 3 – Poemas Selecionados / Organização Clube Brasileiro dos Escritores Independentes – CBE, 2013.
sábado, 3 de dezembro de 2011
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