Queria me drogar o bastante para esquecer o que passou
Sinto-me como algo podre, que o tempo apagou
As manhãs estão me desanimando e as sombras dominando
Os dias que passam são rápidos, porém doloridos
Queria me olhar com outros olhos, mas não sai nem um
sorriso.
Se nessa sobrevivi, é porque deveria estar aqui
Dei um role espiritual e ainda me sinto mal
A vida com mistérios, não explica o que quero saber
Nem sei se ainda quero saber, me perco
Quero ir bem longe, onde ninguém me veja.
O livro de minha vida, rasgou, mas que assim seja
Jesus aumenta a paz e você não sabe o que faz
Está tudo escrito e ainda temo, me sinto perdido
Não sou de nada, mas sou de sonhos
Posso ter o que quero se desejar profundo.
O medo, quase acabou com minha vida
Ninguém merece se autodestruir, e essa era minha sina
Escrevo tudo o que vêm de dentro, sonhos, paixões,
ilusões, tormento
A realidade me fere de mês a mês
Caindo na ilusão, engando em mentiras, eu tento outra
vez.
- Participou do XV Concurso Nacional de Poesias edição
“Alvares de Azevedo” e publicou seu poema “Vida” no livro Panorama da Literatura Brasileira
Contemporânea – Volume 3 – Poemas Selecionados / Organização Clube
Brasileiro dos Escritores Independentes – CBE, 2013.